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Abelhas sem ferrão (ou melhor, com ferrão atrofiado
incapaz de ferroar) pertencem à subfamília Meliponinae
e são encontradas nas Américas do Sul e Central,
na Ásia, nas Ilhas do Pacífico, na Austrália,
na Nova Guiné e na África.
Elas são subdivididas em duas tribos: a tribo das Meliponini,
formada apenas pelo gênero Melípona, encontrada exclusivamente
na América do Sul, Central e Ilhas do Caribe.
A outra tribo, a Trigonini, agrupa grande número de gêneros
e está presente em toda a área da sub-família.
Todas as espécies de Meliponinae são eussociais,
isto é, vivem em colônias constituídas por
muitas operárias (algumas centenas, ou milhares, conforme
a espécie), que realizam as tarefas de construção
e manutenção física da colônia, de
coleta e processamento de alimento. E por uma rainha (embora algumas
espécies tenham até cinco!).
A rainha é a responsável pela postura dos ovos,
os quais dão origem às fêmeas (rainhas e operárias)
e a, pelo menos, parte dos machos (pois em diversas espécies,
parte dos machos é gerada pelas operárias).
Os machos são produzidos em grande número em certas
épocas do ano e podem realizar algumas tarefas dentro da
colônia, além de fecundar as rainhas durante o vôo
nupcial.
Normalmente, alguns dias após as novas abelhas emergirem,
isto é, saírem da célula de cria, os machos
são expulsos da colônia.
(Texto
adaptado do Informe Técnico, Ano 20, nº 82, 1999,
"Biologia e Criação de Abelhas Sem Ferrão",
de Lúcio Antônio de Oliveira Campos e Rui Carlos
Peruquetti, da Universidade Federal de Viçosa).
Curiosidades 