Estrutura
do Projeto Abelhas Nativas (PAN)
Como
tudo começou - março de 2001
O
projeto é composto de módulos, que são os
subprojetos. Atualmente, dois módulos estão em operação:
o de capacitação das comunidades
na criação de tiúbas e o de monitoramento
ambiental do cerrado.
A
meta final do módulo de capacitação, que
vai durar na primeira etapa 18 meses, será atingida quando
pelo menos 10 comunidades dos municípios de Urbano Santos,
Santa Quitéria, São Bernardo, Barreirinhas, e Anapurús,
tiverem cada uma pelos menos um barracão com 40 colméias
implantado e em produção.
É
um grande desafio, proposto pela Associação Maranhense
Para a Conservação da Natureza (AMAVIDA) em conjunto
com pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) e aceito pela Comercial e Agrícola
Paineiras Ltda. Os recursos conseguidos pela AMAVIDA vêm
do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD). E várias comunidades já estão se
movimentado para garantir sua participação.
E
como se participa? Primeiro, a comunidade faz a lista dos interessados,
sempre com o mínimo de 10 nomes e o máximo de 40.
Qualquer pessoa pode participar: moças, rapazes, senhoras,
pais de família, idosos, desde que queira realmente aprender
a criar a tiúba.
A
comunidade receberá madeira para erguer seu barracão
e se responsabilizará em conseguir a palha para fazer a
coberta. Um dos inscritos receberá treinamento em Urbano
Santos para aprender a montar a caixa onde ficarão as abelhas
e ensinar os outros. Só depois de todas as caixas montadas
e o barracão construído será dado o curso.
A
equipe do Projeto, então, visitará a comunidade
e dará várias aulas teóricas e práticas
sobre a tiúba, sobre a criação e a colheita
do mel, e sobre agricultura no cerrado sem destruição
da natureza.
O
Projeto Abelhas Nativas faz apenas uma exigência para as
comunidades que propõe participar: manter um estoque de,
pelo menos, 10% das colméias em atividade, de espécies
de abelhas nativas sem valor comercial.
É
muito chão pra correr, não é? E é
só o começo, porque tem a questão da comercialização
do mel e de outros produtos, que exigirá muita competência
de todos nós. Mas isso é assunto para a próxima
conversa.
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